27 abril 2009

A Princesa paulistana

Era uma vez, uma linda princesa que morava no COPAN.
Um dia ela se apaixonou por um menino que frequentava a rua augusta. mas o que a princesa não sabia era que ele gostava de meninos.
a princesa ficou muito revoltada e foi morar no grajaú.
no grajaú ela conheceu o zé pequeno.
zé pequeno era o primo do dadinho (aquele do filme cidade de Deus).
zé pequeno fez da princesa outrora rica, de mula. ela chegou nos estados unidos através da fronteira do méxico. na travessia ela conheceu uma linda garota que ficou sua amiga na califórnia (quando ficou lá por um tempo). essa amiga se chama sol.
nos states a princesa conheceu jimmy. jimmy é um chinês naturalizado americano. ele abriu uma loja de roupas, chamada 'parasempre 24'. a parasempre 24 se tornou uma grande loja e hoje ocupa 3 andares de um prédio na times square.
mas jimmy, antes mesmo de abrir sua loja na times square, perdeu nossa princesa para a polícia federal americana.
nossa princesa pé rapado e ex-moradora do grajaú foi deportada. por um terrivel engano do mapa mundi modelo americano, acreditaram que a capital do brasil era buenos aires e deportaram nossa pobre (no sentido literal da palavra) princesa.
em buenos aires ela começou a trabalhar novamente de mula, mas agora com requintes de puta das segundas às quintas.
ao levar uma encomenda para a bolivia, nossa ex-moradora do grajau conheceu um americano naturalizado boliviano. ele também mexia com produtos ilicitos.
eles foram a trabalho para os states. mais uma vez nossa princesa mula voltará para a terra de onde foi expulsa, desta vez foi de primeira classe.
em sua segunda passagem pelos states, ela conheceu muitas pessoas importantes e reencontrou jimmy. eles tiveram um affair.
desta vez um fruto do relacionamento dos dois veio a tona. nossa princesa estava gravida.
em viagem à europa, nossa princesa foi deportada novamente. desta vez para a africa do sul, por ser negra e todos os europeus não saberem da origem latina da moça.
no navio negreiro, com três meses de gravidez, a princesa mula e puta tentou fugiu do navio, mas bateu com a cabeça no unico bote salva-vidas do navio e morreu.
Mas....
seu corpo desfalecido não proibiu um milagre da natureza. seu filho estava vivo, saiu de sua barriga, viveu com baleias jubarte e estas, migrando para as costas brasileiras e baianas da ilha de abrolhos, deixaram seu pequeno herdeiro no porto de santos.
lá ele foi chamado de beira mar (devido sua longa trajetória). ao fazer seu rg, se auto-denominou fernando, e carinhosamente conhecido por seus amigos cariocas, ficou conhecido como fernandinho-beira-mar.

Por Silmar Prado Machado

aguardando ilustração de débora rubin.

18 abril 2009

O que passar?

Não é mais mal-humor o que eu tenho. não estou ficando careta ou um porre.
É que dizem que eu estou me tornando crítico às porcarias do mundo.
E como existem muuuuuuitas porcarias no mundo, parece que só eu que não gosto de nada, acho que tá tudo errado, mas tá tudo errado mesmo.

e a merda é achar que só vc percebe isso.

13 abril 2009

Laranja Mecânica

"Eu não quero viver mesmo! Não neste mundo fedorento!"
"O que há de tão fedorento nele?"
"É fedorento porque a lei e a ordem não existem mais, porque deixam que jovens batam em velhos..."

08 abril 2009

certo como é o todo!

Hoje eu fiquei muito down. A minha análise social ficou totalmente frustrada. Meu ego foi maltratado e esburacado.
O 'balde-de-água-fria-de-realidade' do sistema me deixou irritado, desconfiado, confuso, com 'síndrome-do-patinho-feio' e ainda mais torto. Sabe, aqueles pensamentos tortos, sem linearidade?
Mas uma coisa é certa: me fizeram perceber que eu não penso como todos (não sei se isso é bom ou ruim), que os meus ideias são permanentes e sempre em desenvolvimento e que a pacificação pessoal nem sempre é a melhor solução (nem sempre).
Abaixar a cabeça frente uma crítica torna tudo mais sólido. A reflexão dos seus próprios conceitos trazem o aperfeiçoamente e a busca de estruturas argumentativas mais sólidas. Ainda mais quando se trata de ideiais que nos representam e que buscamos.
Percebi hoje também, que existem pessoas com formas de ver o mundo de formas totalmente contrárias às suas, coisa que eu acreditava existir só nos livros de filosofia de Platão.
Nem vem ao caso dizer que a estruturação da sociedade está equivocada, e que para mim, mais do que agora, está na hora de reestruturarmos nosso modelo social. Além é claro, da valorização de cultura e do sacrifício de abrirmos mãos de muitas coisas. Mais isso não tornas as coisas tão ruins. Não futuramente.
A dor que sentiremos ao embarcarmos nessa 'operação resgate' será bem menor para futuros descentes.
Ou talvez eu simplesmente não faça parte desse mundo, não consiga ser tão submisso frente algumas coisas e me torne um nada.
Talvez até mesmo o nada tenha alguma coisa a dizer (cri-cri). Se eu tiver alguma coisa a dizer, não vai ser na frente dessas pessoas que eu vou dizer. Surpreender é uma das maiores armas. Então eu me calo frente as situações e deixo tudo para depois? E se eu nem me lembrar? E se eu for absorvido, ou até mesmo absorver tudo isso que eu nem quero para mim nem para os outro?


Fica a sugestão para uma grande reflexão minha e de quem mais quiser.


Acho que estou me tornando um pseudo-revolucionário.

24 março 2009

como eu quero

existem trechos de músicas que dizem muito sobre a gente mesmo:

"solos de guitarras não vão me conquistar"
"vou transformar o seu rascunho em arte final"
"longe do meu domínio, cê vai de mal à pior,
vem que eu te ensino, como ser bem melhor..."

Kid Abelha, o bom mesmo é o acústico mtv.

20 março 2009

amada.

agora eu morro por ti,
Óh, querida Isabel...
sonhar com o que jamais foi sonhado. sentir o que jamais foi sentido.
Óh, minha doce e loura Isabel...
no parque passeamos, na lua no beijamos e na cama nos amamos.
Óh, loura e pura Isabel...
que a vejo como pequena gota do sereno da madrugada,
que mesmo antes da alvorada, se desprende da leve folha e flutua.
agora,
Óh pura e negra Isabel, foi-me adicionado a paixão por homens, e não sei como dizer-te isso.
leia minha carta e jogue-a no mais sujo e escuro rio poluído, pois já não me sinto digno de seu amor.

18 março 2009

Sete motivos para não chover hoje...

Um dos meus pensamentos mais contantes ultimamente têm sido a falta de coisas super-interessantes para fazer. Aquele velho caderno já não aguenta mais novas anotações. Sem pestanejar, fico me perguntando o que fazer, do que fazer e para quê fazer com ele. Se este texto fica melhor de forma corrida ou em versos, concreto ou não... A preocupação maior tem sido com as pessoas ao meu redor. Há aquelas que estão mais de dez horas por dia ao meu lado, aquelas que me fazem rir de suas risadas, que me fazem olhar os outros, que me deixam olhar os outros... E também há aquelas pessoas que não me deixam dormir tranqüilo, que não me deixam parar de pensar nelas por estarem longe e eu não poder ver, ou estarem perto e eu não poder ver. Daí eu chego na conclusão de que existe, nesse 'poder ver' uma grande diferença. Um 'poder ver' está relacionado com a distância, com a saudade, com o amor, com a minha alienação do real. Outro 'poder ver' está relacionado com o orgulho, com a ignorância, com o tempo, com o amor e com a resposta, medo e rejeição.
Agora eu senti a hora de fazer um novo parágrafo. A vontade de deixar para trás tudo e olhar para frente foi maior. O que concerteza foi influenciado pela dor e pela ansiedade. Mas desta vez, outras coisas trazem à tona minha esquizofrenia: a separação do distante e a realidade virtual. Sentir o que já foi sentido, discutir o que já foi discutido, me tira a paciência e a tolerância. Um soco na 'boca' do estômago me deixa enjoado e com ânsia. Ânsia essa que me deixa confuso e me faz sentir incapaz de poder sorrir novamente por algo falado, não por algo visto (fazendo referência as risadas dos outros, que é o motivo pelo qual eu rio).
Agora eu preciso sair daqui. Que nem sempre me traz algo de interessante... E quando traz está muito longe.



Eu e meus erros de português...
Sempre...