25 junho 2009

O grande amor

Talvez um grande amor em nossas vidas seja impossível. Quando eu digo um 'grande amor', é realmente aquele amor arrebatador, sem explicações de cala-frios, muita ansiedade que causa risos desesperados.
Talvez essa impossibilidade nos permita ficar apaixonados. É, talvez seja isso.
Talvez nem tenha sido amor, talvez tenha sido uma paixão, uma forte atração... Não, atração não tem toda aquela força, não ia valer todo sacrifício.
Acho que foi o grande amor impossível. E acho que é nessa hora, exatamente agora que a gente possa sentir paixões que nos deixem lúcidos, podendo sempre ouvir tudo, trair e se sentir traído.
Talvez agora sim seja o fim.
Talvez agora seja o começo.

"Nem todo certo é certo. Nem todo errado é errado. Talvez o certo seja errado e talvez o errado, o certo."

18 junho 2009

Jornalista sem diploma - parte 1

Ora, para que servem os diplomas de médicos, já que "de médico e louco todo mundo tem um pouco"?
Para que servem os diplomas de engenheiros sendo que pedreiros são quem controem os prédios ao redor do mundo?
Para que servem os diplomas de professores, se existem pessoas que repetem 5 vezes a mesma série, estão elas aptas a lecionar?

Tirar o diploma dos Jornalistas é frustrante, rídiculo, irritante e uma puta ignorância! Mas quem quer jornalismo coeso? Sensato? Se com diploma temos o sensacionalismo das garndes emissoras, imagine sem? Viveremos em três mundos: o mundo real, onde quase ninguém saberá o que realmente acontece ou vai acontecer; o mundo virtual, onde já estão quase todos viajando e perdendo tempo em sites de relacionamento e pornografia e, enfim, o mundo jornalistico, onde quase todos (quase todos mesmo) estarão todos os dias na frente das televisões, ouvindo rádios ou lendo jornais impresso.

Rá rá rá...

15 junho 2009

sou moderno's

De que adianta ser todo moderno, se não tem cabeça suficiente pra aceitar as coisas diferentes de você? O que vale mais: ter um cabelo descolado e repicado ou um cabelo ruim e maltratado?
Essa galera moderna já está me dando nos nervos, modernos na aparência por causa de uma calça e um sapato coloridos, mas ter pensamentos antiquados, não zombar de quem é gordo, magro, feio ou sem dente? Ser homofobico ou racista agora está com tudo? Beleza então, vou virar budista. Talvez eles estejam longe dessa merda toda que é a galera do new metal, screamo, hard core principalmente.
Beleza, não vou cuspir no prato em que eu comi, mas não quero mais me alimentar dessa mesma lavagem.
Me dói o estômago.
Atitude não está só em saber se vestir ou ouvir músicas 'descoladas'. Atitude está em fazer a diferença, seu otários!


e tenho dito!

01 junho 2009

Domingo

"Pensar em algo a mais que incomode menos a minha vida."
Foi isso que eu pensei a manhã inteira, enquanto o sol lá fora fazia com que, lentamente, as pequenas gotas de orvalho se evaporassem.
Alguns cachorros na rua latiam, como se dentro daquele imenso matagal existisse algum bicho que nunca existiu antes. Que nada, eram apenas duas capivaras. Lindas, marrom-bombom.
Lindo mesmo era como uma defendia a outra. Um casal inseparável.
Um casal. Isso me fez pensar em outra "coisa".
"Coisa" bem coisada. "Coisa" essa que eu deixo pra falar em outra hora.
Ele retorna, sempre.
Eu vivo aqui, quase sem ar, preso, quase sem vida. A qualquer hora sinto que vou explodir.

27 abril 2009

rabisco --.----.

to procurando um desenho mal feito e não terminado aqui na máquina.
mas não to achando.
pra mudar essa coisa cinzapreta na imagem do blog.
é estranho, porque eu mandei para o meu email mas eu não costumo colocar nomes nas coisas.
agora fica difícil.

O uso torna desfuncional

o uso do ponto final nunca foi sutil.
ele causa dor.
agonia.
as vezes pára um sofrimento continuo. mas pára.
ele acaba com um relacionamento, com uma história infantil. destrói ruas, lagos, casas, homens.
o próprio ser criador.
'Deus está morto'
e ponto.
(.)
(.)
(.)
é tenso. forte e intenso. mas ainda sim me faz calar.
ao final do texto, nos deixa a esperança de algo mais acontecer, quando nada mais pode ser dito.
e ponto.

meus erros de português são só meus. inconfundíveis...

A Princesa paulistana

Era uma vez, uma linda princesa que morava no COPAN.
Um dia ela se apaixonou por um menino que frequentava a rua augusta. mas o que a princesa não sabia era que ele gostava de meninos.
a princesa ficou muito revoltada e foi morar no grajaú.
no grajaú ela conheceu o zé pequeno.
zé pequeno era o primo do dadinho (aquele do filme cidade de Deus).
zé pequeno fez da princesa outrora rica, de mula. ela chegou nos estados unidos através da fronteira do méxico. na travessia ela conheceu uma linda garota que ficou sua amiga na califórnia (quando ficou lá por um tempo). essa amiga se chama sol.
nos states a princesa conheceu jimmy. jimmy é um chinês naturalizado americano. ele abriu uma loja de roupas, chamada 'parasempre 24'. a parasempre 24 se tornou uma grande loja e hoje ocupa 3 andares de um prédio na times square.
mas jimmy, antes mesmo de abrir sua loja na times square, perdeu nossa princesa para a polícia federal americana.
nossa princesa pé rapado e ex-moradora do grajaú foi deportada. por um terrivel engano do mapa mundi modelo americano, acreditaram que a capital do brasil era buenos aires e deportaram nossa pobre (no sentido literal da palavra) princesa.
em buenos aires ela começou a trabalhar novamente de mula, mas agora com requintes de puta das segundas às quintas.
ao levar uma encomenda para a bolivia, nossa ex-moradora do grajau conheceu um americano naturalizado boliviano. ele também mexia com produtos ilicitos.
eles foram a trabalho para os states. mais uma vez nossa princesa mula voltará para a terra de onde foi expulsa, desta vez foi de primeira classe.
em sua segunda passagem pelos states, ela conheceu muitas pessoas importantes e reencontrou jimmy. eles tiveram um affair.
desta vez um fruto do relacionamento dos dois veio a tona. nossa princesa estava gravida.
em viagem à europa, nossa princesa foi deportada novamente. desta vez para a africa do sul, por ser negra e todos os europeus não saberem da origem latina da moça.
no navio negreiro, com três meses de gravidez, a princesa mula e puta tentou fugiu do navio, mas bateu com a cabeça no unico bote salva-vidas do navio e morreu.
Mas....
seu corpo desfalecido não proibiu um milagre da natureza. seu filho estava vivo, saiu de sua barriga, viveu com baleias jubarte e estas, migrando para as costas brasileiras e baianas da ilha de abrolhos, deixaram seu pequeno herdeiro no porto de santos.
lá ele foi chamado de beira mar (devido sua longa trajetória). ao fazer seu rg, se auto-denominou fernando, e carinhosamente conhecido por seus amigos cariocas, ficou conhecido como fernandinho-beira-mar.

Por Silmar Prado Machado

aguardando ilustração de débora rubin.